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sábado, 4 de dezembro de 2010

As investidas do inimigo e as nossas vontades

“A seguir foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.” (Mateus 4:1-3)

Todos nós temos em nossas vidas anseios, sonhos, vontades. Coisas que buscamos com afinco, situações que esperamos que aconteçam. É natural do homem o desejo de alcançar objetivos. Isso nos tira da acomodação, nos lança à frente e não deixa que venhamos a permanecer parados e improdutivos.

Deus está atento a tudo isso. Não pense que se hoje você está esperando ansiosamente por algo que tem demorado a acontecer ou tem planejado coisas que parecem não dar certo, Deus não está do seu lado ou tem deixado seus planos de lado. Sobre todas as coisas Deus tem domínio e conhecimento.

“Nos céus, estabeleceu o Senhor o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo.” (Salmo 103:19)

Também é certo que o homem busque realizações, conquistas, metas, sonhos, alegrias, e nenhum mal há nessas coisas. E ainda mais quando essas coisas vêm da vontade e da benignidade de Deus, tais coisas não apenas nos satisfazem, mas servem para que no nome do Senhor seja exaltado.

“Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?” (Eclesiastes 2:24-25)

Mas é preciso cuidado com nossos desejos. Diz a Palavra que “tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Quando as vontades do homem aparecem sempre há alguém atento para tentar satisfazê-las, e engana-se quem lembrou apenas de Deus nesta hora.

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” (1 Pedro 5:8)

Nos grandes sonhos ou nas mais simples vontades, ali estará o diabo pronto a oferecer algo que venha a nos satisfazer. Foi assim que aconteceu com Jesus na passagem que inicia esse texto. Após passar quarenta dias e quarenta noites no deserto fortalecendo o seu espírito, Jesus teve fome, e eis que lá estava o inimigo pronto a tentá-lo naquele momento em que Jesus tinha uma necessidade.

Todos nós temos nossas dificuldades, anseios e principalmente nossos momentos de “fome”. O nosso Deus que está nos céus, com pleno conhecimento de tudo, sabe das nossas necessidades. Quando oramos, expomos a Ele mais que nossas necessidades, expomos nossos desejos. E em tudo isso Ele está atento e preparando para nós o melhor.

“Orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”(Mateus 6:6b)

Mas nem sempre a vontade do homem sabe esperar por isso. Mesmo conhecendo o que diz a Palavra de Deus, em certos momentos a ansiedade e o forte desejo de alcançar algum objetivo nos levam em direção a uma perigosa armadilha. E é nesse delicado momento que o maligno, espreitando o homem em qualquer situação, começa a agir e tenta nos proporcionar aquilo que tanto desejamos.

Quando lembramos do “leão”, logo nos vem à mente o rugido aterrorizante daquele animal. Mas o que ocorre na verdade é que no momento da caça o leão não sai rugindo para não espantar suas presas, pelo contrário, ele anda da forma mais silenciosa e escondida o possível. No entanto, temos sempre em nossa mente que estamos seguros quando estamos distantes do rugido. Quando o inimigo consegue nos atrair para um falso senso de segurança, pensando que sua localização é onde ouvimos o rugido, a tarefa de nos devorar torna-se mais fácil.

Esta é a principal forma de agir do diabo: mentindo e enganando. É muito fácil fugir quando o inimigo mostra de primeira a sua cara, sua força e suas táticas. Por isso o inimigo inventa histórias, faz promessas, se transforma, se preciso, faz coisas acontecerem aos nossos olhos, tudo isso para nos envolver e nos enganar.

“E não é de admirar, porque que o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme suas obras.”(1Co 11:14-15)

Resta-nos então fugir daquilo que o inimigo nos oferece. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7) A história de Daniel é nosso exemplo de como o inimigo trabalha e de como resistir às investidas do inimigo.

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se. (Daniel 1:8)

E a Palavra de Deus nos reserva uma maravilha ainda maior: nós temos a possibilidade de não sermos nem tocados pelo maligno.

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, o Maligno não lhe toca. (1Jo 5:18)

Portanto, que não venhamos a nos precipitar em nossas vontades para que o inimigo, aquele que anda em derredor, que faz de tudo para nos enganar, não consiga nos levar em suas mentiras.

Conclusão:

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte. (1 Pedro 5:6)


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