
Agora sim...
Hoje quando saí do serviço me dirigi à parada de ônibus, mas naquele ponto nem sempre os motoristas param. É uma parte da avenida onde geralmente eles passam em alta velocidade e por várias vezes já estendi meu braço solicitando parada em vão. Então pensei: “Vou pra casa a pé! Aproveito e dou uma espairecida, penso na vida, relaxo do dia cansativo no trabalho. Vai ser bom!” Então atravessei a avenida e percebi algo muito interessante. Em frente a uma empresa lá próxima do meu trabalho colocam sempre no estacionamento uma corrente para delimitar o estacionamento deles e para evitar que carros que não sejam de clientes ou funcionários parem ali.
Então como num estalo, meus olhos viram algo que tornou meu dia especial. Em toda a calçada não havia nenhuma planta (e você deve pensar: normal!!), mas justamente embaixo daquela corrente havia, por toda a extensão da calçada (que não é curta) pequenas plantinhas que ali embaixo se abrigavam. De repente enxerguei Deus ali. É! Me veio à mente como Deus teria sido bondoso com aquelas plantas. Por que justamente elas? Por que justamente naquele lugar?
E ao longo do caminho Deus me levou a uma reflexão. Lembrei do povo de Israel no deserto, marchando para a terra prometida pelo Senhor. Lembrei da minha aula na escola bíblica. “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (Ex 13:21-22)
Como nosso Deus é maravilhoso. Aquelas plantinhas estavam ali devidamente acomodadas. Ali ninguém as pisaria, nem pessoas, nem carros. Naquela estreita faixa abaixo da corrente elas estavam protegidas. Ali elas tinham sombra ao meio dia, tinham proteção dos pisões e o que mais precisavam, além disso, para sobreviverem?
Ah! E como eu invejei aquelas plantas. Lembre que a palavra do Senhor nos diz no Salmo 91:1,2,4: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e minha fortaleza, Deus meu, em quem eu confio. (...) Cobrir-te-á com as suas penas, e, sob as suas asas estarás seguro.”
Como somos inseguros tantas vezes. Meninos. E chegamos a pensar que Deus não estaria nos vendo, ou se estivesse, estaria aceitando a situação em que nos encontramos. Mas aprendi uma grande lição com aquelas plantas. Todas as que tentaram crescer fora da corrente foram pisadas. Morreram. E da mesma forma acontece no Reino de Deus. Tente crescer fora da presença de Jesus e verá o que acontece.
Entendi que, muitas vezes nesta vida não foi Ele quem tirou a “coluna de nuvem” de sobre a minha cabeça, mas eu que simplesmente escolhi sair de debaixo dela. Deixei de lado a “sombra do Onipotente”, pulei os muros da “fortaleza”, saí de debaixo de suas “asas”.
Como podemos pensar que Ele se esqueceu de nós em algum instante? Veja aquelas plantas. Emblemáticas. Vida embaixo de correntes. Aquele em que se cumpriram mais de trezentas profecias do antigo testamento, que aceitou tudo nos mínimos detalhes para que nenhum de nós perdesse a oportunidade da Salvação, não fugiu de nenhuma humilhação no dia da crucificação, não deixaria este momento, o dia de hoje, para nos abandonar. Querido, Ele não mudou! E continuará sendo o mesmo ontem, hoje e sempre. Volte para a sombra, deixe de perder a vida longe da presença do Senhor.
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